Ao longo dos anos, vi de perto muitas pessoas comprando e vendendo imóveis.
E tem algo que se repete tanto, que já virou quase uma regra:
Em 80% dos casos, alguém termina com uma surpresa desagradável.
Às vezes, o prejuízo chega na hora da venda, quando o antigo proprietário é surpreendido com a cobrança de lucro imobiliário, mesmo sem lucro real.
Outras vezes, a bomba cai no colo de quem comprou, que lá atrás aceitou declarar um valor menor pra “ajudar” o vendedor a economizar — e hoje vê esse valor virar contra ele.
Parece um favor. Mas é um presentinho de grego.
O que acontece, afinal?
Quando você aceita registrar um imóvel com valor abaixo do real, aquele número passa a ser sua “base” perante a Receita Federal.
A consequência?
Na sua futura venda, o fisco entende que você lucrou MUITO.
Mesmo que o que tenha acontecido foi só uma engenharia mal feita lá atrás.
E quem paga? Você.
Já vi de tudo por aqui.
Comprador sendo autuado, pagando multa, enfrentando fiscalização…
E o vendedor?
Sumiu.
Foi embora com o dinheiro — e com a consciência leve. Porque quem assinou e aceitou foi você.
Mas calma: tem como resolver.
Em alguns casos, ainda dá tempo de reverter ou reconstruir essa base, com os documentos certos e a estratégia adequada.
Em outros, o que resta é planejar bem a venda futura, pra não agravar ainda mais a dor de cabeça.
O que não dá é pra deixar isso passar e cruzar os dedos.
Essa conta sempre chega.
Então fica aqui o alerta:
Se você comprou ou vai comprar um imóvel, evite “atalhos” que parecem facilitar, mas te colocam no meio do fogo lá na frente.
E se você já fez isso — calma. Dá pra consertar, mas com planejamento.
Sobre mim:
Sou Ariane Faverani, advogada especialista em planejamento patrimonial, usucapião, inventário e regularização de imóveis. Ajudo pessoas como você a resolver o que parecia sem solução.
Me acompanha lá no Instagram @arianefaverani e continue aprendendo como proteger seu patrimônio com estratégia — sem jargões, sem sustos.